Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partis. Então vai!

Posted in Meu querido diário on 04/08/2012 by Natalie

Mais Uma Vez – Renato Russo

Posted in Música on 03/08/2012 by Natalie

 

http://grooveshark.com/s/Mais+Uma+Vez/2pjM81?src=5

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã

Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!

“A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.”

Posted in Meu querido diário on 28/05/2012 by Natalie
 Fiquei algum tempo lá sentada saboreando a lembrança de cada dia que ali estive  com ele.
Aquele local nos serviu de ponto de encontro inúmeras vezes, inclusive do primeiro e último.
Curiosamente sinto falta de esperar por ele. Era ótimo sentir a ansiedade ocasionada pela espera acabar instantaneamente assim que ele surgia caminhando na minha direção.
Nesse instante abraça-lo era provar um pouco do paraíso.  A pele dele suavemente úmida, declarava que ele mais uma vez havia andado rápido demais na tentativa de não me aborrecer com mais um atraso.
O abraço forte e quente dele fazia com que eu me sentisse querida e protegida, nesse momento o inebriante cheiro cítrico de fruta dele, algo semelhante a laranja, ou melhor, a kiwi, era mais acentuado, e eu inspirava fundo deixando aquele cheiro doce me acalmar.
Quando ele me permitia sair do forte abraço, eu o olhava nos olhos, os olhos mais lindos  que já vi, e então qualquer raiva, qualquer aborrecimento, qualquer mágoa, qualquer coisa mesmo era por mim esquecida.
Algumas vezes eu me dava o prazer de apenas fita-lo, primeiro a barba que eu tanto adorava esfregar meu rosto e depois os lindos lábios vermelhos que eu gostava  ver retomar a cor aos poucos após ele os umedecer na pausa de alguma conversa. Mas meu maior prazer consistia em lhe fitar os olhos.
Acredito que ele nunca notou a força que o olhar dele exercia sobre mim, geralmente sou inflexível quando brava, mas mesmo aborrecida, bastava fixar meus olhos nos dele uns poucos segundos que tudo deixava de ter importância, desde que eu pudesse continuar a ver tais olhos.
Sinto falta da voz cheia de ternura dele, e das breves alterações de humor que ele demonstrava quando eu o aborrecia. Também sinto falta da maneira sem qualquer entusiasmo dele ao falar “que legal” ou qualquer outra coisa do tipo quando eu estava animadamente contando-lhe alguma coisa, sinto falta até da maneira chata dele de dizer “tá”, assim mesmo só “tá”, quando queria acredito eu encerrar um assunto, mania essa por sinal que tanto me irritava.
Gostaria de poder ceder, de repente a saudade ficou quase insuportável.
PS.: Não gostei desse texto, li várias vezes e quase desisti de colocar ele aqui… acho que estou precisando de um diário de verdade.

Soneto da separação – Vinícius de Moraes

Posted in Para Refletir on 22/05/2012 by Natalie

Imagem

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

K-Pax – O Caminho da Luz

Posted in Filmes on 12/05/2012 by Natalie
Parecia um dia qualquer dentro de uma estação de trem, mas uma confusão leva a um estranho, recém chegado do “nada” a ser levado para um Instituto Psiquiátrico.

O filme dá um grande valor a socialização, aos laços familiares e as amizades!
Nele há várias comparações entre o mundo de Prot (perfeito, sem leis, sem crimes, sem doenças, sem famílias) e o mundo dos humanos (cheio de leis, crimes, um querendo mandar nos outros e diversas características incomuns ao planeta k-pax).Em k-pax, o planeta perfeito, ninguém depende de ninguém para sobreviver. Mas todos estão constantemente trocando experiências através da observação.
Enquadrar este filme a um único gênero, talvez seja um erro, pois apesar de o tema basear-se numa ficção dramática, ele é envolvido por uma história cheia de suspense e até alguns
traços de comédia.O filme além de divertir com sua história misteriosa, traz uma moral de história bem legal.
E, para fechar o filme, Prot alerta sobre algo a mais que os experientes k-paxianos já sabiam a milhares de anos atraz:
– Cada erro que você cometer, terá de aprender a conviver com ele. Terá de 
conviver com ele para sempre!
Então o seu conselho era: “Resolver tudo agora…
…pq o agora é tudo o que você tem!
By  Isaac Ferreira

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A Amélie que me perdoe, mas o que parecia impossível aconteceu, encontrei um personagem a altura dela. Port é um personagem sensacional, que nesse momento me 
encheu de vontade de ser e agir diferente. 
Minha parede merece mais uma imagem em tamanho 13×18 cm. Port ficará ao lado de Amélie.

Todos Os Verbos – Zélia Duncan

Posted in Música on 11/05/2012 by Natalie

Errar é útil
Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
E nele sempre cabem de vez
Abraçar é quente
Beijar é chama
Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem
Mas amar é profundo
E nele sempre cabem de vez
Todos os verbos do mundo
E nele sempre cabem de vez

Saudade…

Posted in Para Refletir on 11/05/2012 by Natalie

Nada nesse mundo tem mais toneladas do que a saudade, nada. Saudade é uma dor imensurável e sufocante presente em cada hiato. É sentimento abstrato que esmaga o peito como se fosse concreto. A saudade é a vírgula quilométrica enraizada entre dois pontos, dos muitos textos que a vida infelizmente pausa por falta de prosa e até pelo excesso de rosas. Saudade afia os ponteiros do relógio, transforma poucas horas em cortes profundos, dominados por flashbacks com ardor de álcool cuspido sobre ferida aberta, aparentemente incicatrizável. A saudade nos afoga com as águas calmas do passado, desfoca o presente e congela o futuro como faz o frio polar de uma nevasca.

A saudade transforma qualquer música em motivo para pensar naquilo que partiu dentro de um avião, que nunca deveria decolar, nem por decreto do Papa. Saudade é emoção indivisível, razão incontestável para relembrar o gosto inesquecível daquela pessoa que mudou nossos passos, gestos e hoje, infelizmente nos considera gasto, empoeirado. A saudade é a sombra maldita que não precisa da luz solar para nos seguir por cada calçada da vida. Ela repousa num banco de passageiros vazio, dorme em nossa insônia, esconde-se nos presentes que prendemos em caixas lacradas, blindadas pelo medo de encarar as memórias boas.

Ela transforma comercial de televisão em lágrimas reais, faz homem barbado virar menino ansioso em dia de natal, como um cachorro que espera o dono todo dia ao pé da porta, mesmo que esse nunca mais volte pra casa. A saudade enlouquece, embriaga, faz o mundo todo ter uma só cara e nenhuma cura. A saudade é um bar que já saiu rotina, um prato de risoto que foi comido antes do gozo, um beijo único no meio do olho. É o medo de perder uma peça em meio à multidão e nunca mais encontrar outro alguém que encaixe tão bem nesse quebra-cabeça. Saudade é temer a vinda do novo e teimar em achar que o velho sempre será a melhor parte dessa obra de arte, chamada vida.

A verdade nua e crua é que ninguém nesse palco real está imune ao pesar da saudade, a dor latejante das inevitáveis partidas e aos planejamentos que talvez permaneçam inacabados até o fim da vida, esquecidos numa lista eternamente guardada no fundo da gaveta, mas nunca jogada fora. Desconheço alguém nesse universo grandioso que não tenha perdido o chão, a cabeça, a pose e até mesmo a sanidade quando deu de cara com esse tal sentimento com aparência de muralha intransponível e cheiro de fotos velhas. Não existe colete à prova de saudade, nem formas de blindar nossa vida dos estilhaços daquilo que vai e nem sempre volta.

Sendo bem sincero, existem sim algumas dicas para quem não quer esbarrar com a saudade: recuse toda e qualquer alegria que te faça gargalhar até sentir dor nos músculos da barriga, nunca se envolva com pessoas capazes de colorir teus dias mais cinzas e chuvosos, coma tudo sem sal e sem tempero, não viaje, não saia de baixo do edredom por nada, não beije nem na bochecha, não faça sexo e em hipótese alguma conheça seus avós se a vida lhe der essa oportunidade imperdível.

Não sei vocês ilustres leitores, mas eu prefiro carregar essas mil toneladas de saudade, ainda que em meio a lágrimas e memórias martelantes, pois só assim terei a certeza que estou vivo de verdade, sem talvez, nem porém. Afinal, saudade é corpo de delito das coisas boas da vida.

http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/05/07/aquela-coisa-chamada-saudade/