Arquivo para setembro, 2010

Um pouco de Fernando Pessoa

Posted in Para Refletir, Penso,logo existo! on 23/09/2010 by Natalie

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…

(Fernando Pessoa)

Dia Mundial Sem Carro 2010

Posted in Momento Natureza, Penso,logo existo! on 21/09/2010 by Natalie

A VERDADEIRA IRA DE BIN LADEN

Posted in Humor, Para Refletir on 21/09/2010 by Natalie

 

A MELHOR TEORIA!!

O 11 passou a ser um número inquietante. Podem pensar que é uma casualidade forçada ou simplesmente uma tontice, mas o que está claro é que há coisas interessantes, senão, vejamos:

1) New York City tem 11 letras.

2) Afeganistão tem 11 letras.

3) “The Pentagon” tem 11 letras.

4) George W.. Bush tem 11 letras.

Até aqui, meras coincidências ou casualidades forçadas (será???).
Agora começa o interessante :
1) Nova Iorque é o estado Nº 11 dos EUA..

2) O primeiro dos vôos que embateu contra as Torres Gêmeas era o Nº11.

3) O vôo Nº 11 levava a bordo 92 passageiros; somando os numerais dá: 9+2=11.

4) O outro vôo que bateu contra as Torres, levava a bordo 65 passageiros, que somando os numerais dá: 6+5=11.

 
5) A tragédia teve lugar a 11 de Setembro, ou seja, 11 do 9, que somando os numerais dá: 1+1+9=11.
Agora, o inquietante :

1) As vítimas totais que faleceram nos aviões são 254: 2+5+4=11.

2) O dia 11 de Setembro, é o dia número 254 do ano: 2+5+4=11.

 
3) A partir do 11 de setembro sobram 111 dias até ao fim de um ano.

4) Nostradamus (11 letras) profetiza a destruição de Nova Iorque na Centúria número 11 dos seus versos.
Mas o mais chocante de tudo é que, se pensarmos nas Torres Gêmeas, damo-nos conta que tinham a forma de um gigantesco número 11. E, como se não bastasse, o atentado de Madrid aconteceu no dia 11.03.2004 , que somando os numerais dá: 1+1+0+3+2+0+0+4=11.
 
Intrigante, não acham ?

E se esqueceram que o atentado de Madrid aconteceu 911 dias depois do de New York, que somando os numerais 9+1+1=11!!!!

E AGORA o arrepiante:

Corinthians, tem 11 letras, tem 11 jogadores e sua fundação foi em 1910, que somando os numerais dá 1+9+1+0=11. 
 

CONCLUSÃO DE TUDO ISSO: 
  
O lazarento do Bin Laden é Corinthiano !!!

19/09 – Pato Fu – Show de Lançamento do CD Música de Brinquedo

Posted in Música on 20/09/2010 by Natalie

Um show para todos curtirem.

Achei interessante a proposta de tocar fazendo uso de instrumentos de brinquedo… ficou excelente. (inclusive é bom lembrar que a Adriana Calcanhoto tbm faz isso no CD Partimpim. )

Algumas crianças, saíram das suas cadeiras e foram sozinhas ou levadas pelos pais para a frente do palco, e ficaram pulando ao som das músicas… fiquei fascinada, todos curtiram muito.

Eu cantei, bati palma até minhas mãos formigarem… só faltei ir lá pra frente e pular com as crianças, mas me contive. No final não resisti, fui para a frente do palco, igual a tantos outros “adultos” e fiquei também pulando e dançando. aí q delicia.

A armadilha ( Excelente Humor )

Posted in Humor on 20/09/2010 by Natalie

LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

Luis Fernando Veríssimo, 1979.

 A armadilha

 Meu nome é Mort. Ed Mort. Sou detetive particular. Pelo menos isso é o que está escrito numa plaqueta na minha porta. Estava sem trabalho há meses. Meu último caso tinha sido um flagrante de adultério. Fotografias e tudo. Quando não me pagaram, vendi as fotografias. Eu sou assim. Duro. Em todos os sentidos. O aluguel da minha sala ― o apelido que eu dou para este cubículo que ocupo, entre uma escola de cabeleireiros e uma pastelaria em alguma galeria de Copacabana ― estava atrasado. Meu 38 estava empenhado. Minha gata me deixara por um delegado. A sala estava cheia de baratas. E o pior é que elas se reuniam num canto para rir de mim. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.

Eu tinha saído para ver se a plaqueta ainda estava no lugar. Nesta galeria roubam tudo. Abriram uma firma de vigilância particular do lado da boutique de bolsas e nós pensamos que a coisa ia melhorar. A firma foi assaltada sete vezes e se mudou. Voltei para dentro da sala e me preparei para ler o jornal de novo. Era uma quinta e o jornal era de terça. De 73.

Havia uma chance de o telefone tocar. Muito remota, porque ele estava desligado há dois meses. Falta de pagamento. As baratas, pelo menos, se divertiam. Foi quando ela entrou na sala.

Entrou em etapas. Primeiro a frente. Cinco minutos depois chegou o resto. Ela já tinha começado a falar há meia hora, quando consegui levantar os olhos para o seu rosto. Linda. Tentei acompanhar a sua história. Algo sobre um marido desaparecido. Pensei em perguntar se ela tinha procurado bem dentro da blusa, mas ela podia não entender. Era uma cliente. Ofereci a minha cadeira para ela sentar e sentei na mesa. Primeiro, para poder olhar o decote de cima. Segundo, porque não tinha outra cadeira. Ela continuava a falar.

O marido tinha desaparecido. Ela não queria avisar a polícia para não causar um escândalo. De olho na sua blusa, perguntei:

― O que vocês querem que eu faça?

― Vocês?

― Você. A senhora.

Ela queria que eu investigasse o desaparecimento. Me deu uma fotografia do marido. Nomes. Endereços. Amigos dele. O lugar onde ele trabalhava. Alguma pergunta?

― Preciso ser indiscreto. Pense em mim como um padre.

Ela fez um esforço, mas acho que não conseguiu. Mas me mandou continuar.

― Vocês se davam bem? Não tinham brigado?

Ela baixou os olhos. Por alguns minutos, ficamos os dois olhando para a mesma coisa. Aí ela confessou que o marido não a queria mais. Tinha hábitos estranhos. Gostava de coisas exóticas.

― Sexualmente falando, entende? ― disse ela, falando sexualmente.

Pensei em dizer que, se ela aceitasse um similar, não precisava procurar mais. Eu estava ali, e a queria. Mas precisava do dinheiro. Não daria essa alegria às baratas. Comecei a investigação. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.

Não foi difícil descobrir que o marido a enganava regularmente. Todos os amigos dele tinham histórias para contar. E todos terminavam a história sacudindo a cabeça e dizendo a mesma coisa: “E isso com o mulherão que ele tem em casa…” Me contaram que ele tinha começado a freqüentar massagistas.

― Massagistas?

― Você sabe. Essas que anunciam nos jornais…

Era uma pista. Empenhei minha coleção de Bic e comprei um jornal do dia. Comecei com “Tânia, faço de tudo” e terminei com “Jussimar, banhos de óleo e fricção musical”. Duas semanas de investigação diária. Me fingia de cliente. Pagava tudo. Como Linda ― minha cliente se chamava Linda ― não me deu nenhum adiantamento, tive que vender tudo. A mesa. A cadeira. Tudo. Finalmente assaltei a pastelaria. Eu sou assim. Quando pego um caso vou até o fim.

Só faltava um nome na minha lista de massagistas. “Satisfação garantida. Técnicas turcas e orientais. Sandrinha Dengue-Dengue.” Era uma casa. Na frente, um vestíbulo e uma recepcionista. Entrei arrastando os pés. As duas semanas de investigação tinham exigido muito de mim. (Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.) A recepcionista perguntou se eu estava ali para a massagem. Pensei em responder que não; que estava ali para rearmamento moral. Mas respondi que sim. Que espécie de massagem?

― Tudo o que eu tenho direito. Técnicas turcas e orientais. Um completo. A Sandrinha saberá o que fazer.

A recepcionista sorriu, apertou um botão na sua mesa, e um alçapão se abriu sob os meus pés. Cai num porão infecto. Em cima de alguém, que desmaiou. O porão estava cheio. Depois de me acostumar com a escuridão, olhei em volta. Só havia homens. O que era aquilo? Em resposta, só ouvi gemidos. Finalmente, alguém se animou a falar. Todos tinham vindo àquele endereço atrás da Sandrinha Dengue-Dengue. E todos tinham caído pelo alçapão.

― Mas por quê?

― Não sei ― respondeu um dos homens, que pela barba e o desânimo já estava ali há dias. ― Mas de hora em hora, toca uma marcha e uma mulher começa a nos xingar pelo alto-falante. Nos chama de machistas, de porcos chovinistas, de exploradores de mulheres, de sexistas.

― Já sei. É uma armadilha feminista!

Os outros concordaram com gemidos. Era uma armadilha perfeita. Quem vinha ver a Sandrinha Dengue-Dengue não dizia nada para ninguém. Desaparecia e ninguém saberia onde procurar. Perguntei pelo marido da Linda. Chamei seu nome. Nada. Alguém lembrou que podia ser o cara que estava embaixo de mim, desmaiado. Eu o acordei. Era ele mesmo. Dei-lhe um soco que o fez dormir de novo. O safado me fizera cair na armadilha. E com o mulherão que tinha em casa!

Passei uma semana no porão, sentado na cabeça do safado. Eu sou assim. Sem comer nada, mas já estava acostumado. E sendo catequizado de hora em hora. No fim de uma semana nos soltaram, com ordens de nunca mais procurar massagistas e não dizer nada para ninguém, senão nossos nomes seriam publicados, mulheres e filhos ficariam sabendo. Que nos servisse de lição.

Devolvi o marido para Linda. Na despedida ainda lhe dei um tapa na orelha. Linda me olhou feio. As baratas apontam para mim e rolam de tanto rir. Linda não me pagou. Na minha sala agora só tem o telefone e o jornal de 73, no chão. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta. E roubaram a plaqueta.