Arquivo para outubro, 2007

A Sua – Marisa Monte

Posted in Música, Meu querido diário on 31/10/2007 by Natalie

Estou escutando essa música diariamente, e cada vez me emociono mais com o tom suave de angustia q Marisa Monte emprega a voz durante essa canção.  

Composição: Marisa Monte

Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

A Copa do Mundo é Nossa !!!

Posted in Meu querido diário, Você sabia? on 31/10/2007 by Natalie
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Sou patriota, amooo meu país, meu povo.Não me orgulho, obvio, da impunidade, corrupção, pornografia, e falta de cultura q são os maiores males dessa nação.Mas me orgulhoso, desse povo festivo e guerreiro, q sempre esta de braços abertos ao imigrante. Esse povo miscigenado  q já tem como slogan “não desiste nunca”.
Me incomoda notar q o brasileiro ainda tem mente de colônia, achando q tudo o q é de fora é melhor q o daqui, e demonstrando assim orgulho a pátria somente durante uma copa do mundo.Embora isso, acho saudável esse sentimento q a cada quatro anos explode no coração nacional.
A dona do futebol mundial acabou de apontar o país sede da Copa do Mundo de 2014. E nós vencemos! Ok, só tínhamos nós, mas vencemos. Não temos infra estrutura para realizar o evento. Nem o evento irá salvar a pátria. É ignorância (ou ingenuidade, para ser menos agressivo) acreditar que a copa irá resolver os problemas q  já preocupam a nossa sociedade há muito tempo. Também temos q levar em conta q a sociedade, suas idéias e cultura não tem obra de infra estrutura q corrija. São anos de ignorância coletiva.
Q a copa seja bem vinda ao país do domingo.
                                                 

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“NO BRASIL HÁ PESSOAS DE TODOS OS TIPOS, PARA TODO TIPO DE TORCIDA” ( Frase dita por Mauro no filme – O Ano q meus Pais Sairám de Ferias)

Hoje eu Quero Sair Só – Lenine

Posted in Música on 31/10/2007 by Natalie

Se você quer me seguir
Não é seguro
Você não quer me trancar
Num quarto escuro…

Às vezes parece até
Que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só…

Você não vai me acertar
À queima-roupa
Vem cá, me deixa fugir
Me beija a bôca…

Às vezes parece até
Que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só…

-Não demora eu tô de volta
Tchau!
Vai ver se eu tô lá na esquina
Devo estar!
Tchau!
Já deu minha hora
E eu não posso ficar
Tchau!
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua
Tchau!
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua…

Hoje eu quero sair, só
Hoje eu quero sair, só
Hoje eu quero sair, só…

Hum!
Você não vai me acertar
À queima-roupa, naum!
Vem cá, me deixa fugir
Me beija a bôca…

Às vezes parece até
Que a gente deu um nó
Hoje eu quero sair só…

-Não demora eu tô de volta
Tchau!
Vai ver se eu tô lá na esquina
Devo estar!
Tchau!
Já deu minha hora
E eu não posso ficar
Tchau!
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua
Tchau!
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua
Tchau!…

-Vai ver se eu tô lá na esquina
Devo estar!
Tchau!
Já deu minha hora
E eu não posso ficar
Tchau!
A lua me chama
Eu tenho que ir prá rua
Tchau!
A lua me chama, chama…

Hoje eu quero sair, só
Hoje eu quero sair, só
Hoje eu quero sair, só
Hoje eu quero sair, só…

Tchau! Tchau! Tchau!…

Tchau!
A lua me chama
Tchau!
Eu tenho que ir prá rua
Tchau!
A lua me chama, chama
Eu tenho que ir prá rua…

Hoje eu quero sair, só
Hoje eu quero sair, só
Hoje eu quero sair, só
Hoje eu quero sair, só…

Todas Elas juntas Num Só Ser – Lenine

Posted in Música on 31/10/2007 by Natalie

Não canto mais Babete nem Domingas
Nem Xica nem Tereza, de Ben jor;

Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;
Nem Ana nem Luiza, do maior;

Já não homenageio Januária,

Joana, Ana, Bárbara, de Chico;

Nem Yoko, a nipônica de Lennon;
Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;

Nem a tigreza nem a vera gata
Nem a branquinha, de Caetano;
Nem mesmoa linda flor de Luiz Gonzaga,
Rosinha, do sertão pernambucano;
Nem Risoflora, a flor de Chico Science,
Nenhuma continua nos meus planos.
Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;

Nem Anna Júlia do Los Hermanos.

Só você,
Hoje eu canto só você;
Só você,
Que eu quero porque quero, por querer.

Não canto de Melô pérola negra;
De Brown e Hebert, uma brasileira;
De Ari, nem a baiana nem Maria,
Nem a Iaiá também, nem minha faceira;
De Dorival, nem Dora nem Marina
Nem a morena de Itapoã;
Divina garota de Ipanema,
Nem Iracema, de Adoniran.

De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;

De Michael Jackson, nem a Billie Jean;

De Jimi Hendrix, nem a doce Angel;
Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;

Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,

Das doze deusas de Edu e Chico;
Até das trinta Leilas de Donato,
E de Layla, de Clapton, eu abdico.

Só você,
Canto e toco só você;
Só você,
Que nem você ninguém mais pode haver.

Nem a namoradinha de um amigo
E nem a amada amante de Roberto;
E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul;
Nem Isabel – Bebel – de João Gilberto;

E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg;
Nem, de Totó, na malafemmená;
Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho;
Nem a mulata mulatinha de Lalá;

E nem a carioca de Vinícius
E nem a tropicana de Alceu
E nem a escurinha de Geraldo
E nem a pastorinha de Noel
E nem a namorada de Carlinhos
E nem a superstar do Tremendão
E nem a malaguenha de Lecuona
E nem a popozuda do Tigrão

Só você,
Hoje elejo e elogio só você,
Só você,
Que nem você não há nem quem nem quê.

De Haroldo Lobo com Wilson Batista,
De Mário Lago e Ataulfo Alves,
Não canto nem Emília nem Amélia,
Nenhuma tem meus vivas! E meus salves!
E nem Angie, do stone Mick Jagger;
E nem Roxanne, de Sting, do Police;
E nem a mina do mamona Dinho
E nem as mina – pá! – do mano Xiz!

Loira de Hervê e loira do É O Tchan,
Lôra de Gabriel, o Pensador;
Laura de Mercer, Laura de Braguinha,
Laura de Daniel, o trovador;
Ana do Rei e Ana de Djavan,

Ana do outro rei, o do baião

Nenhuma delas hoje cantarei:
Só outra reina no meu coração.

Só você,
Rainha aqui é só você,
Só você,
A musa dentre as musas de A a Z.

Se um dia me surgisse uma moça
Dessas que com seus dotes e seus dons,
Inspira parte dos compositores
Na arte das palavras e dos sons,
Tal como Madallene, de Jacques Brel,
Ou como Madalena, de Martinho;
Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry,
E a manequim do tímido Paulinho;

Ou como, de Caymmi, a moça prosa
E a musa inspiradora Doralice;
Se me surgisse uma moça dessas.
Confesso que eu talvez não resistisse;
Mas, veja bem, meu bem, minha querida;
Isso seria só por uma vez,
Uma vez só em toda a minha vida!
Ou talvez duas… mas não mais que três…

Só você…
Mais que tudo é só você;
Só você…
As coisas mais queridas você é:

Você pra mim é o sol da minha noite;
É como a rosa, luz de Pixinguinha;
É como a estrela pura aparecida,
A estrela a refulgir, do Poetinha;
Você, ó flor, é como a nuvem calma
No céu da alma de Luiz Vieira;
Você é como a luz do sol da vida
De Steve Wonder, ó minha parceira.

Você é pra mim e o meu amor,
Crescendo como mato em campos vastos,
Mais que a gatinha para Erasmo Carlos;
Mais que a cigana pra Ronaldo bastos;
Mais que a divina dama pra Cartola;
Que a domna pra Ventadorn, Bernart;
Que a honey baby pra Waly Salomão
E a funny valentine pra Lorenz Hart.

Só você,
Mais que tudo e todas, é só você;
Só você,
Que é todas elas juntas num só ser.

Tudo por acaso – Lenine

Posted in Música on 31/10/2007 by Natalie

Eu sei!
Tudo por acaso
Tudo por atraso
Mera distração…

Eu sei!
Por impaciência
Por obediência
Pura intuição…

Qualquer dia
Qualquer hora
Tempo e dimensão
O futuro foi agora
Tudo é invenção…

Ninguém vai
Saber de nada
E eu sei
Pelo sentimento
Pelo envolvimento
Pelo coração…

Eu sei!
Pela madrugada
Pela emboscada
Pela contramão…

Qualquer dia
Qualquer hora
Tempo e dimensão
O futuro foi agora
Tudo é invenção…

Ninguém vai
Saber de nada
E eu sei
Por qualquer poesia
Por qualquer magia
Por qualquer razão…

E eu sei!
Tudo por acaso
Tudo por atraso
Mera diversão
Mera diversão…

Qualquer dia
Qualquer hora
Tempo e direção
O futuro foi agora
Tudo é invenção…

Ninguém vai
Saber de nada
E eu sei!…

Eu Não Sei Na Verdade Quem Eu Sou – O Teatro Mágico

Posted in Música on 31/10/2007 by Natalie

Eu não sei na verdade quem eu sou,
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou…
Por que a gente é desse jeito
criando conceito pra tudo que restou?

Meninas são bruxas e fadas,
Palhaço é um homem todo pintado de piadas!
Céu azul é o telhado do mundo inteiro,
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro!

Mas eu não sei na verdade quem eu sou!
Já tentei calcular o meu valor.
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei na verdade quem eu sou!

Perceber da onde veio a vida,
por onde entrei deve haver uma saída,
mas tudo fica sustentado pela fé!
Na verdade ninguém sabe o que é!

Velhinhos são crianças nascidas faz tempo!
Com água e farinha eu colo figurinha e foto em documento!
Escola é onde a gente aprende palavrão…
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração!

Eu não sei na verdade quem eu sou…
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso… e o meu paraíso é onde estou!
Eu não sei na verdade quem eu sou!

Descobri que a cada minuto
Tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
Tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
Tem gente rezando no escuro, tem gente sentido ausência!

Meninas são bruxas e fadas,
Palhaço é um homem todo pintado de piadas!
Céu azul é o telhado do mundo inteiro,
Sonho é uma coisa que eu guardo dentro do meu travesseiro!

Ai vai um texto que “quase” é de Luis Fernando Veríssimo…

Posted in Para Refletir on 30/10/2007 by Natalie

cabelos2.jpgAinda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque,
embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Na verdade trata-se de um texto de Sarah Westphal Batista da Silva, que circulou pela Internet como se fosse de Veríssimo e chegou a ser publicado em uma coletânea com com textos de Drumond, Bandeira e Clarisse Linspector no Salão do Livro de Paris…

                                                           ———

Luis Fernando Verissimo 24/3/2005 – Zero Hora –

Presque? 

 A internet é uma maravilha, a internet é um horror. Não sei como a Humanidade pôde viver tanto tempo sem o e-mail e o Google, não sei o que será da nossa privacidade e da nossa sanidade quando só soubermos conviver nesse syberuniverso assustador. O mais admirável da internet é que tudo posto nos seus circuitos acaba tendo o mesmo valor, seja receita de bolo ou ensaio filosófico, já que o meio e o acesso ao meio são absolutamente iguais. O mais terrível é que tudo acaba tendo a mesma neutralidade moral, seja pregação inspiradora ou pregação racista ? ou receita de bomba ? já que a linguagem técnica é a mesma e a promiscuidade das mensagens é incontrolável. Não temos nem escolha entre o admirável e o terrível, pois acima de qualquer outra coisa a internet, hoje, é inevitável. Uma das incomodações menores da internet, além das repetidas manifestações que recebo de uma inquietante preocupação, em algum lugar, com o tamanho do meu pênis, é o texto com autor falso, ou o falso texto de autor verdadeiro. Ainda não entendi o recato ou a estranha lógica de quem inventa um texto e põe na internet com o nome de outro, mas o fato é que os ares estão cheios de atribuições mentirosas ou duvidosas. Já li vários textos com assinaturas improváveis na internet, inclusive vários meus que nunca assinei, ou assinaria. Um, que circulou bastante, comparava duplas sertanejas com drogas e aconselhava o leitor a evitar qualquer cantor saído de Goiânia, o que me valeu muita correspondência indignada. Outro era sobre uma dor de barriga desastrosa, que muitos acharam nojento ou, pior, sensacional. O incômodo, além dos eventuais xingamentos, é só a obrigação de saber o que responder em casos como o da senhora que declarou que odiava tudo que eu escrevia até ler, na internet, um texto meu que adorara, e que, claro, não era meu. Agradeci, modestamente. Admiradora nova a gente não rejeita, mesmo quando não merece.

O texto que encantara a senhora se chamava ?Quase? e é, mesmo, muito bom. Tenho sido elogiadíssimo pelo ?Quase?. Pessoas me agradecem por ter escrito o ?Quase?. Algumas dizem que o ?Quase? mudou suas vidas. Uma turma de formandos me convidou para ser seu patrono e na última página do caro catálogo da formatura, como uma homenagem a mim, lá estava, inteiro, o ?Quase?. Não tive coragem de desiludir a garotada. Na internet, tudo se torna verdade até prova em contrário e como na internet a prova em contrário é impossível, fazer o quê?

Eu gostaria de encontrar o verdadeiro autor do ?Quase? para agradecer a glória emprestada e para lhe dar um recado. No Salão do Livro de Paris, na semana passada, ganhei da autora um volume de textos e versos brasileiros muito bem traduzidos para o francês, com uma surpresa: eu estava entre Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e outros escolhidos, adivinha com que texto. Em francês ficou Presque .