Nostalgia descreve uma sensação de saudades de um tempo vivido, frequentemente idealizado e irreal.

 
 
Nostalgia, esta ai a palavra que descreve esse meu final de semana.
 
Parte 01 – 07/08/2010 –  SÁBADO
 , sábado tive a alegria de poder abraçar um amigo incrível, do tipo pra sempre inesquecível..
 
É estranho notar como a maturidade afetou meu senso de importância, digo isso por que, na infância eu nunca perdia a oportunidade de estar com meus amiguinhos, eu implorava a minha mãe para poder brincar com eles até minha energia esgotar, chorava ou ficava aborrecida cada vez q era obrigada a parar de brincar e ir pra casa “por que não era hora de criança estar na rua”, e chorava de soluçar como se meu mundo tivesse acabado por ter q dar tchau aos meus coleguinhas. Eu era praticamente obrigada a ir pra casa tomar banho, jantar e dormir… sempre algum adulto tentava me consolar dizendo ” amanhã vc brinca de novo”, porém isso nunca me consolava… para uma criança… só existe o hoje… não cabe o amanhã…e ter q deixar algo para amanhã parecia o fim do mundo… parecia algo terrível.
No entanto, com o passar dos anos eu me deixei levar por esse dizer ” amanha você brinca de novo”, e aos poucos, cada vez mais e mais, fui deixando para amanha coisas que deveria fazer hoje, fui deixando de me divertir com meus amigos, fui deixando de passear com eles, de ligar para eles… passei a me contentar em conversas breves e esporádicas, comecei a me contentar com cumprimentos banais como “oi, tudo bem e tchau”… comecei a aceitar que estar com um grande amigo apenas de vez enquanto era o suficiente… bastava…
 
… ao abraçar esse amigo, era essas as coisas que me passavam em mente, e por isso não pude dizer nada a ele, não pude me desculpar por ter me distanciado tanto dele mesmo sendo vizinhos, por não ter estado ao lado dele ao vê-lo escolhendo muito mal suas novas amizades, não havia justificativa para eu nunca ter sequer buscado noticias sobre ele… deixei cair algumas lagrimas tentando compreender quando eu me permiti tomar tanta distancia dele, poxa nós brincávamos diariamente juntos… e na adolescência passávamos horas conversando e ficávamos surpresos em como o tempo passava rápido e nem havíamos terminado o papo…
Bom, daqui a pouco ele vai novamente, e isso quebra meu coração… é triste ver q fui displicente ao ponto de ter permitido que a vida da sua maneira mais cruel tivesse q dar uma lição nele… o que me consola é saber q logo ele estará de volta… livre… e aii… ah meu amigo, eu tomarei mais cuidado de ti… como te disse ontem ao pé do ouvido… eu te amo, não esquece disso…
 

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