Dicionário faz sucesso com verbetes de gírias e palavrões

Dicionário faz sucesso com verbetes de gírias e palavrões

Folha Online

 0727431.jpg   http://www.dicionarioinformal.com.br/ 

Arranca-rabo, piriguete, X-9, tapado, zé povinho. Não sabe o significado disso tudo e uma consulta ao dicionário não ajudou? Talvez o leitor esteja buscando no lugar errado. Tente o Dicionário Informal, sucesso de acessos da web (2.0) brasileira. O site reúne o significado de gírias, palavrões e expressões populares. O conteúdo é montado pelos próprios usuários, num esquema colaborativo. É parecido com o da Wikipédia, embora o humor politicamente incorreto o aproxime mais da Desciclopédia, a enciclopédia do humor “hardcore”. Até agora, são 5 mil verbetes e cerca de 150 mil visitantes únicos por mês. O endereço foi colocado no ar em dezembro de 2006, mas só começou a ganhar simpatia dos internautas neste ano. Ajudou também o sítio ter sido agraciado pelos algoritmo de classificação utilizados pelo Google. A busca por alguns palavrões em português no maior buscador do mundo cai no glossário das gírias. O investimento no site foi de R$ 10 mil. Segundo o dono, a empreitada deve sair do vermelho nas próximas semanas. Mestre em computação pela USP de São Carlos, Muniz trabalhou no laboratório que fez o corretor ortográfico do Word, o Nilc (Núcleo Interinstitucional de Lingüística Computacional). “Era um dicionário formal, e todas gírias e palavras de baixo calão foram removidos do dicionário. Daí veio a idéia de criar um site web 2.0 para a palavras ‘rejeitadas’ do meu trabalho.” Os verbetes ganham imagem, palavras relacionadas e definições. Para reforçar o didatismo, o internauta também posta uma frase demonstrativa. “Carcada”, por exemplo, é definido como bronca, e pode ser explicado pela seguinte frase: “Ele levou uma carcada do professor porque estava copiando o exercício do colega.” O maior desafio enfrentado pelo dono, Marcelo Muniz, 26, e seu irmão e colaborador, Fernando Aurélio Muniz, 24, é barrar conteúdo proibido. “A gente recebe muitos termos homofóbicos, racistas e contra times de futebol. Meu irmão filtra isso”, explica Marcelo. Não são poucas também as referências a celebridades, a maioria pouco afável: o verbete “seladinha”, por exemplo, é ilustrado com uma foto da cantora Sandy.

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